Sábado, Dezembro 10, 2005



Felicidades


O primeiro olhar da janela de manhã
O velho livro perdido e reencontrado
Rostos animados
A neve, a sucessão das estações
Jornais
O cachorro
A dialética
Tomar um banho, nadar um pouco
A música antiga
Sapatos macios
Compreender
A música nova
Escrever, plantar
Viajar, cantar
Ser camarada.

(Bertolt Brecht - Poemas)

:: Rabiscado Por:: Anne Karolyne

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Quinta-feira, Dezembro 08, 2005



Metade


Que a força do medo que eu tenho, não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe, seja linda, ainda que triste.
Que a pessoa que eu amo seja pra sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece, e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas, como a única coisa que resta a um ser inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
E que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste,
E que o convívio comigo mesmo, se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto, um doce sorriso, que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade...não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia, e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada,
Porque metade de mim é amor, e a outra metade...também.

Oswaldo Montenegro

:: Rabiscado Por:: Anne Karolyne

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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005



Se algum dia nossa consciência mudar, ou a mídia não mais obtiver o grande poder de dominação que atualmente está em suas mãos, possamos (quem sabe?) perceber que nunca tivemos uma democracia, afinal, o que é o voto se aquilo que chamam de direito (o de escolher alguém) torna-se um dever, sendo obrigatório? Àqueles que têm o mínimo de informação é explícito a falta de informação de muitos em nossa sociedade, mas não por serem burros ou ignorantes, apenas não participam de uma pequena parte intelectualizada e, podemos dizer, sortuda, que teve educação, saúde e alimentação (o grande problema é que tais pessoas pagaram por algo melhor, pois ai deles se dependessem apenas do que é público...). A essas pessoas marginalizadas, intelectual e socialmente falando, restam apenas acreditar naqueles que, de 4 em 4 anos visitam-os, prometendo dias melhores enquanto oferecem um prato com comida (e é claro que será melhor aceitar este prato do que passar mais um dia sem o que comer). Triste, não? A realidade dói muitas vezes...
E onde está a igualdade jurídica a todos prometida pela Constituição, mas que é facilmente esquecida quando um rico acusa um pobre de ladrão e este, sem condições para se defender, é rapidamente tido como "vagabundo" e acusado por todos?
Essa é a nossa realidade? Essa é a democracia e a igualdade tão solenemente cultuadas, mas sempre marginalizadas? Espero, sinceramente, que não!

Conforme Aristóteles: "O argumento parece mostrar que o número de integrantes do governo, seja ele pequeno como em uma oligarquia, ou grande como em uma democracia, é acidental devido ao fato de que os ricos, em qualquer lugar, são poucos, enquanto os pobres, numerosos. Portanto (...) a diferença real entre a democracia e a oligarquia é pobreza e riqueza. Onde quer que os homens governem devido à sua riqueza, sejam eles poucos ou muitos, há uma oligarquia, e onde os pobres governem, já uma democracia."

Pensem nisso...

:: Rabiscado Por:: Anne Karolyne

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Domingo, Dezembro 04, 2005

Excelente charge:



E texto melhor ainda:

Por Jésus Rocha

BALANÇO
Minha fortuna no país, lá fora...
Você sabe, Deus sabe que mereço!
Lembra? Meu lema era "aqui e agora".
Sou um vencedor - e isso não tem preço!
Quando caímos, putz! chegou uma hora
que, ao recordar, ainda estremeço:
eu vi meu fim, o fim de tudo, embora
tivesse imunidade, álibi e apreço.

Mostrei firmeza e lealdade, sim!
sem medo de acabar também na corda...
Para chegar onde cheguei, enfim,
com esse prestígio e condição de rei,
só não matei e não roubei, concorda?
Retifico, tá bom: só não matei.

:: Rabiscado Por:: Anne Karolyne

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Nome: Anne Karolyne

Idade: 18 anos

Cidade: Brasília

Um pouco sobre mim:
->Sou católica, tenho certas manias, como batucar, cantar, encher o saco dos outros...SOU FELIZ!
O que gosto de ouvir: Música católica, MPB, música clássica, blues, forró (de dançar)...

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